Para começar, gostaria de relatar alguns fatos interessantes sobre a música no Antigo Testamento:
1- Primeira informação sobre músico na Bíblia (Jubal). Gn.4:21.
2- Levitas: Descendentes de Levi, filhos de Jacó;
3- Motivo da escolha dos Levitas: Ex. 32:25-29.
4- Seus serviços: Cuidar do Tabernáculo. Nm. 1:50-53 e carregar a Arca da Aliança ICr. 15:2.
5- O rei Davi insere a música como parte do culto a Deus. ICr.6:31 e 32.
6- Função dos Levitas músicos: Louvar ao Senhor na Casa de Deus e Atrair a Sua glória. IICr.5:13-14.
Resumo: Os Levitas eram pessoas “especiais”, escolhidas para um fim específico. Andavam com os príncipes e sacerdotes, eram separados, viviam apenas a exercer suas funções; preparar o ambiente para que Deus visitasse o seu povo, atrair a Glória de Deus, carregar a Arca (presença) de Deus.
Tenho meditado sobre o tema há alguns dias e confesso que estou preocupado com a exagerada importância dada aos ministérios de louvor das igrejas, já que nos tempos modernos um culto sem música seria “antiquado”.
Com a necessidade de ter música nos cultos, os líderes das igrejas acabam arregimentando os músicos sem o mínimo de critério, oferecendo-lhes certas regalias, de astros às vezes, onde a própria igreja acaba achando normal o “esquadrão de elite”, crentes acima da média, escolhidos por Deus para abençoar a igreja através da música.
Seria lindo se não fosse trágico!
Temos aprendido durante anos, que nós músicos somos os Levitas de hoje, com todos os direitos e deveres, principalmente o de atrair a Glória de Deus para as nossas reuniões. Somos chamados de guerreiros, profetas e ungidos de Deus, e acabamos por nos acomodar com todos os adjetivos que nos fazem sentir especiais perante a igreja.
Não quero culpar ninguém por isso, mas trazer à tona o problema que as igrejas têm enfrentado: Músicos rebeldes, sem compromisso com Deus, com a igreja e com seus líderes, mas com um exagerado amor à música, ao ego e ao “palco”.
Por outro lado temos os músicos compromissados com Deus, com a Palavra, com seus líderes, com a igreja em que congregam; oram, lêem a Bíblia, etc. Mas, carregam um fardo muito pesado, trazer sempre a presença de Deus aos cultos “se o culto não é uma benção” a culpa é do ministério de louvor que não deve estar bem”, acho que você já deve ter ouvido isso.
Até quando os irmãos estarão dependendo da unção dos músicos da igreja para sentir a presença de Deus?
O que Jesus Cristo veio fazer ao morrer por nós, foi abrir definitivamente, a porta que nos leva a Deus, rasgando o véu que nos separava. Agora, em Cristo, somos todos sacerdotes, temos acesso direto ao Pai, ou seja, não precisamos dos outros para estar na presença de Deus, para ser ministrados por Ele.
Precisamos viver um evangelhos sem mentiras 1Jo. 1:14, de acordo com a Palavra , não porque somos músicos na “casa” de Deus, mas por que somos Seus filhos e O amamos e queremos agradá-Lo, independente do cargo ou ministério que exerçamos.
Não quero aqui me eximir das minhas responsabilidades como músico, mas alertar à igreja de que o compromisso com a Palavra, com oração e evangelismo não é só para quem sobe em púlpito, mas para todos os Seus filhos.
Observações para meditar:
1. Música não é dom espiritual
2. Você músico, não é mais especial que os outros;
3. É necessário nascer de novo. Rm. 10:9-10, Gl.2:20
4. Teu talento musical não impressiona a Deus (existem músicos que acham o contrário).
5. Aquilo que impressiona aos homens, mas não a Deus, não serve para a igreja. Gl.6:8 e Rm.8:7-8.
6. Cuidado com as apresentações nos “palcos” das igrejas.
7. A igreja precisa de músicos ungidos, mestres ungidos, pregadores ungidos, líderes ungidos, mulheres e homens ungidos, pois a unção faz a diferença. IJo.2:27-29.
Um abraço a todos e que Deus vos abençoe.
Gercino Alves – Líder do Min. Geração de Davi.
O capítulo 1 do livro de Gênesis, contém a narrativa da criação, fala de como Deus criou todas as coisas. Ao lermos, podemos perceber que até o verso 25 deste capítulo, tudo que o Senhor criou, o fez unicamente com o poder da sua palavra, criou do nada. Dizia Deus: Haja. E pronto, lá estava feito. E foi desta forma que o Senhor fez a terra, o mar, os céus, o sol, os animais, enfim. Desta forma Ele fez todas as coisas. E tudo que Deus fez, Ele o fez com um propósito, Ele o fez para uma finalidade específica. Por exemplo, criou o sol para iluminar, para aquecer, criou a chuva para regar a terra, criou a lua para governar a noite, e tudo que Ele criou só tem sentido, só faz sentido se cumprirem o propósito pelo qual foram criados. Você já imaginou se o sol não iluminasse, não aquecesse, se a chuva não molhasse, se a lua só aparecesse durante o dia, todos esses não estariam cumprindo o propósito da sua criação, perderiam o sentido de existirem, a final Deus os criou para tais coisas. Dá mesma forma somos nós, se não entendermos com que propósito fomos criados por Deus, a nossa vida perde a razão, o sentido. Mas com que propósito teria Deus nos criado? A própria Bíblia nos dá a resposta para essa pergunta. Nos capítulos 1 e 2 do livro de Gênesis é possível começarmos a compreender o sentido da nossas criação, da nossa existência.
Como comentei anteriormente até o verso 25 do capítulo 1 de Gênesis tudo que Deus havia criado tinha sido com o poder da sua palavra, Deus ainda não tinha colocado as suas "Mãos" na criação, apenas tinha ordenado que as coisas viessem a existir. Mas nos verso 26 percebemos uma ação diferente de Deus, percebemos uma outra forma de criar. O texto diz: "Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança" Gn. 1:26a. Perceba que Deus não disse haja o homem, como havia feito com toda criação, mas disse: "Façamos".
Lendo Gênesis 2:7 notamos que o homem foi criado do pó da terra, ou seja, de algo que já existia, diferentemente do resto da criação, que havia sido criado do nada. Por quê?
Porque o Senhor queria que o homem fosse obra das suas próprias mãos, não queria criá-lo à distância, justamente para demonstrar desde o princípio a sua intenção em se relacionar com o homem, queria mostrar com quais propósitos o homem havia sido criado. Sim, fomos criados para nos relacionarmos com Deus, fomos criados para adorá-lo, para estar em Sua presença. Esta é a primeira razão de existirmos.
A outra também está escrito nos primeiros capítulos de Gênesis, os versos 26 a 31 do capítulo 1 e todo capítulo 2 fala que o homem também foi criado para cuidar, para se importar com toda criação, ou seja, o homem foi criado para se relacionar com Deus e para cumprir uma missão na terra.
Jesus nos ensina isso de uma forma tremenda, quando Ele resumiu toda a Lei em apenas 2 mandamentos, Ele estava mais do que nos ensinando regras, Ele estava falando do sentido da vida. Em Mt. 22:35,36 Ele fala que o primeiro grande mandamento era amar a Deus de todo coração, de toda alma e de todo entendimento, e o que significa isto? Esse primeiro grande mandamento fala de adoração, de relacionamento com Deus, esse mandamento aponta para o Éden, aponta para o primeiro grande sentido da vida, se relacionar com Deus, adorá-lo e serví-lo. E o que acontece quando desprezamos este princípio? Perdemos o sentido da vida. E quando perdemos o sentido da vida um grande vazio invade o nosso coração, e acabamos buscando outras coisas para suprir essa necessidade, e o que percebemos? Que ele continua lá. É tão simples quanto isto, assim como o sol, precisa aquecer e dá luz para que faça sentido a sua criação, nós precisamos está na presença de Deus, nos relacionando, adorando e servindo a Ele, só assim teremos paz, só assim encontraremos a legítima razão para viver. Mas Jesus de forma surpreendente continua o seu discurso e diz: " E o outro semelhante a este, (Semelhante ao 1º, Tão importante quanto) é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Mt. 22:37, O que Jesus ensina de forma maravilhosa aqui, é que esses 2 mandamentos não se separam, assim como no Éden, relacionamento com Deus e uma missão, uma responsabilidade na terra. Jesus nos mostra que tão importante quanto amar a Deus, é também amar ao próximo. Por quê? Porque fomos criados para isso. O amor ao próximo fala daquilo que nos identifica com Jesus. Em João 13:35 Jesus diz: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros".
Existem duas formas de demonstrarmos este amor, amando os de dentro. Os que são igreja, os nossos irmãos em Cristo, cuidando, zelando, abençoando o corpo de Cristo. E amando os de fora, e isto aponta para a missão da igreja de proclamar o Reino de Deus a toda criatura, em todas as nações. Isto fala de compaixão pelos perdidos. Assim podemos concluir dizendo, que o sentido da vida está em amar a Deus, serví-lo, adorá-lo, mas também está em amar o próximo, e lembre-se, estas duas coisas não se separam, afinal fomos criados para isso. Há, Por que existimos? Para cumprirmos esse propósito.
No amor de Cristo,
Marcos Paulo Correia
Depois de tanto trabalho, sacrifício, suor, lágrimas, comunhão, milagres, etc. Conseguimos gravar o cd Tempo de Deus, ao vivo.
A gravação desse CD não é, e nunca foi o nosso alvo principal, mas "apenas" o cumprimento de parte do nosso chamado.
Quando destacamos o "apenas", não estamos querendo dizer "simples" ou "de pouco valor", até porque foi difícil, mas prazeroso, ver se cumprir mais uma etapa do que Deus tem pra nós.
Tempo de Deus é anunciar que chegou a hora de deixar Deus agir em nós e em nosso meio; tempo de seus filhos deixarem-se ser guiados pelo Espírito Santo; tempo de esvaziar o ego e se encher de Deus.
O que pretendíamos com esse Cd, ao vivo, era captar a presença de Deus no meio do Seu povo e levarmos essa presença para todos os lugares que Ele permita, pois sabemos que não há qualidade musical suficiente que transforme o caráter das pessoas, restaure casamentos, preencha o vazio, traga saúde física, emocional e espiritual, mas a Sua presença é suficiente para fazer infinitamente mais do que pedimos ou imaginamos.
Que o amor de Deus transborde onde quer que você esteja ouvindo essas canções e ministrações e que você se permita ser tocado(a) pela presença do Senhor.
Em Cristo, Gercino Alves.(Líder geral do Ministério de Adoração Profética Geração de Davi).