sábado, 7 de maio de 2011

COM QUEM NOS PARECEMOS: JESUS OU OS ESCRIBAS E FARISEUS ?

“Então falou Jesus as multidões e aos seus discípulos: na cadeira de Moisés se assentaram os escribas e fariseus. Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem , porém não os imiteis nas suas obras ; porque dizem e não fazem . Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens , entretanto eles mesmos nem com os dedos querem movê-los. Praticam , porém , todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens ; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas . Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas , as saudações nas praças , e o serem chamados mestres pelos homens . Vós , porém , não sereis chamados mestres , porque um só é o vosso mestre , e vós todos sois irmãos. A ninguém sobre a terra chameis vosso pai ; porque só um é vosso pai , aquele que está nos céu . Nem sereis chamados guias , porque um só é o vosso guia, o Cristo . Mas o maior dentre vós será vosso servo. Quem a si mesmo se exaltar , será humilhado ; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado.” MAT.23:1-12

Nesses últimos dias temos visto e ouvido um evangelho que nos incentiva cada vez mais a estar em busca das plataformas , dos púlpitos dos elogios , dos reconhecimentos , dos louvores e de uma glória que não pertence a nós , mas ao nosso DEUS (Rm 11:36 ). Tenho visto que muitas vezes nós confundimos a nossa verdadeira motivação com nossos sentimentos , emoções , feridas e baixa-alta-estima , então o nosso orgulho entra em cena . Talvez, por isso, em alguns momentos da nossa vida nos parecemos mais com os escribas e fariseus do que com o nosso mestre Jesus . Nesse texto ele nos alerta a não imitá-los em suas obras.

Mais , quais são as suas obras ? Em que nos assemelhamos a eles? Será que praticamos as mesmas obras? Enfim. Vejamos , aqui algumas de suas obras :

1-Não praticavam o que pregavam (v.3). Eles tinham a prática diferente do seu discurso, diferente da sua pregação.

Será que nós praticamos o que pregamos? Será que quando declaramos em nossas pregações: Não peque! Estamos sendo os primeiros a observar isso? Ou quando saímos do púlpito, levamos uma vida que não condiz com aquilo que pregamos? levamos uma vida mergulhada no pecado?

No nosso dia-dia , quando cobiçamos , invejamos , falamos mal um dos outros, quando fingimos ser o que não somos, será que não estamos sendo como os escribas e fariseus.



2-dificultavam a prática da lei (v.4). Eles colocavam um fardo muito maior do que as pessoas podiam carregar. Fardo esse que nem mesmo eles carregavam. Será que nós também não dificultamos a prática da palavra de Deus? Será que nós não exigimos das pessoas coisas que nem nós mesmos podemos dar? Como dificultamos, tantas vezes, a prática do evangelho , criando regras e doutrinas até mesmo anti-biblícas que nem a liderança consegue cumprir.



3-Queriam as primazias nas sinagogas (v.6-5). Gostavam de aparecer, de estar em evidência.

Será que não estamos sempre querendo o lugar mais visto da nossa igreja: O púlpito? Para que as pessoas nos admirem, assim como os escribas e fariseus. Estamos querendo os primeiros lugares em tudo, em cantar melhor que a nossa irmã, em pregar melhor, em orar mais alto e com mais “poder”... Exercer chamado hoje virou uma competição de quem faz “melhor”, o congresso mais poderoso, o aniversário do ministério mais badalado, etc. Queremos fazer o melhor não para Deus, mas para nós mesmos, para recebermos elogios e reconhecimentos , para sermos os primeiros e não porque ELE É O PRIMEIRO . Está no púlpito hoje é sinônimo de “status”, de autoridade e de poder, o que era pra ser sinônimo de serviço e renuncia.



4-procuravam honra e glória (v.7-10). Gostavam de serem aclamados, reconhecidos como “vasos de Deus”.

Queriam receber honra e glória por serem líderes religiosos, por ocuparem um cargo importante . Muitos estão sempre esperando ser lisonjeados pelas pessoas, por causa do cargo que ocupam , como se o título de liderança nos desse algum privilégio (como ele diz no verso 11 “Mas o maior dentre vós seja o que vos serve”). O cargo que ocupamos é simplesmente para servirmos a Deus e aos nossos irmãos, se á algum privilégio á alguma coisa errada . Queridos até o dom que Deus te deu é para o serviço do seu reino , como diz o texto lá em Jr.9:24 ,’’ Mas o que se gloriar , glorie-se nisto : em me conhecer e saber que eu sou o Senhor...”.

Espero que toda essa semelhança seja mera coincidência, e que possamos rever nossos conceitos e valores , e principalmente a nossa motivação . Que essa verdadeira motivação sempre nos mova em tudo que formos fazer, não deixe seus sentimentos apagar a correta motivação, e jamais deixe o seu orgulho entrar em cena, pois nós nascemos para a glória de Deus . Deixe a luz de Cristo que está em você brilhar, e toda a glória será dada a Deus. Sejamos pois semelhantes a Jesus em tudo , inclusive no exercer o chamado. Que um dia nós possamos dizer a Deus o que Jesus falou :”Eu te glorifiquei na terra , consumando a obra que me confiaste a fazer’’. (Jo 17:4)



No amor do pai,
Rose Correia.

domingo, 24 de abril de 2011

3 ordens de Jesus para seus discípulos

Jesus nos mandou fazer discípulos para Ele. E deixou bem claro que seus discípulos devem aprender a guardar todas as coisas que Ele ordenou.

Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. (Mt.28.18-20).

Jesus nos mandou fazer discípulos para Ele. E deixou bem claro que seus discípulos devem aprender a guardar todas as coisas que Ele ordenou.

Temos muito que aprender de Jesus, por isto estamos no caminho do reino. Cada lição aprendida, cada ordem obedecida representam passos dados em direção ao alvo.

Nesta pequena reflexão queremos trazer a memória três ordens importantíssimas de Jesus para seus discípulos:

1. Amai-vos (Jo.13.34,35)

A ordem é nos amarmos uns aos outros como o Senhor nos amou.

Entre muitas coisas que já temos ouvido sobre amor, algo define bem esta tremenda ordem de Jesus: “o amor não se baseia em sentimentos mas na vontade comprometida”.

Que assim seja em nossas vidas.

2. Pregai o evangelho (Mc.16.15,16)

Nós fazemos discípulos para pregarmos o evangelho ou pregamos o evangelho para fazermos discípulos?

Discipular e pregar são como dois pés que dão equilíbrio a missão que Jesus nos deu neste mundo.

3. Vigiai (Mt.24.42; 25.13)

A ordem de vigiar visa nos preparar para a vinda de Jesus e o arrebatamento da igreja.

Jesus ensinou que assim como foi nos dias de Noé, o mesmo aconteceu nos dias de Ló. Duas figuras de sua vinda (Lc.17.26,27). No entanto, sobre a mulher de Ló Ele diz: “LEMBRAI-VOS” (v.32). Temos que nos lembrar que ela se perdeu no último momento por falta de vigilância.

Deus abençoe
Daniel Souza
http://www.ameprod.com.br danielsouza@ameprod.com.br


terça-feira, 19 de abril de 2011

O poder do perdão.

"Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, ao ponto de sermos chamados filhos de Deus;e, de fato, somos filhos de Deus. IJo. 3:1a"Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados... Ef. 5:1




Uma das coisas que chama atenção para a paternidade de alguém é justamente a semelhança que há entre pai e filho. Seja essa semelhança física, onde os traços do filho se parecem com os do pai, ou de personalidade, estilo, quando forma de agir, o jeito de falar, se confundem com o do filho. No texto que lemos acima, o apóstolo João chama a nossa atenção para o grandioso fato de sermos chamados de filhos de Deus. De sermos legitimamente seus filhos, por causa do seu grande amor. E considerando essa verdade, Paulo nos ensina a sermos imitadores de Deus, nos encoraja a desejarmos nos assemelhar ao Pai, através de nossas atitudes, como filhos amados.É justamente sobre isso que quero refletir com você.O que fazer para ficar mais parecido com o Pai, mais parecido com Deus? Certamente existem muitas formas de se parecer com o Pai, e todas elas serão sempre um grande desafio para todos nós. Mas hoje gostaria de falar apenas sobre uma delas, a prática do perdão. O perdão nos deixa mais parecidos com Deus, mais parecidos com o Pai.


COMPREENDENDO ALGUNS PRINCÍPIOS SOBRE PERDÃO.


Em Mt. 6: 12,14 e 15, Jesus nos ensina um princípio sobre o perdão. Só poderemos ser perdoados se também perdoarmos, ou seja, Deus condiciona o seu perdão. Só perdoa as nossas ofensas se perdoarmos a quem nos ofende, tão simples quanto isto. É claro que o perdão que o texto se refere, não é o perdão da salvação, este nós obtemos no dia em que entregamos as nossas vidas ao Senhor Jesus. Mas, se refere ao perdão que, quando não liberado interfere na nossa comunhão com Deus, no nosso relacionamento diário com o Senhor. Jesus é radical ao nos ensinar sobre isso. Se quisermos ser perdoados temos que perdoar também. Outro princípio ensinado por Jesus está em Mt. 5: 23-24. Ele nos mostra que a nossa comunhão com os irmãos é mais importante do que a nossa oferta, seja ela de louvor, de gratidão, financeira ou de qualquer outro tipo. O Pai se alegra muito mais com a comunhão dos filhos do que com os "presentes" que Ele pode receber. Percebe a importância que Deus dá à prática do perdão? Jesus não está nos ensinando a deixar de ofertar ao Pai quando estivermos em conflito, magoados, feridos, mas, a se reconciliar antes de fazer a oferta. O texto nos dá a ideia de que isso deve ser feito com brevidade, com urgência. "Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta e vai reconciliar-te primeiro com o teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta". Mt.5: 23-24.


Outro princípio que encontramos na Bíblia sobre perdão, desta vez ensinado pelo apóstolo Paulo, nos mostra o que pode acontecer quando não perdoamos a quem nos ofende. Em IICo.2:10 e 11 está escrito assim: "E a quem perdoais alguma coisa, também eu perdoo, por que de fato o que tenho perdoado, se alguma coisa tenho perdoado, por causa de vós o fiz na presença de Cristo, para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios". Paulo nos esclarece que a falta de perdão faz com que Satanás alcance vantagem sobre nós, ou seja, nos fragilize. A falta de perdão nos deixa vulneráveis aos ataques do diabo. Viveremos uma vida conturbada enquanto não liberarmos perdão a quem nos ofendeu, ou não pedirmos perdão a quem ofendemos. Outro princípio é justamente o resumo de todos os que vimos. Precisamos perdoar porque precisamos ser perdoados Col.3:13. Precisamos ser perdoados porque erramos com muita frequência, seja diante de Deus ou com o nosso próximo.


Para encerrar, gostaria de descrever de forma breve um linda história sobre perdão. A história de Esaú e Jacó Gn.25: 24-28. Esaú era o filho primogénito de Isaque e Rebeca, portanto era o herdeiro da maior parte da herança, era aquele que receberia a bênção patriarcal de Isaque. E a Jacó, irmão de Esaú, estava reservado o que sobrasse da herança e da bênção. Porém, Jacó junto com a sua mãe Rebeca havia planejado tirar de Esaú esse direito. Primeiro, Jacó de forma oportunista e leviana, comprou o direito de primogenitura, em troca de comida para o irmão. Leviano e oportunista porque ele poderia ter dado alimento para Esaú, visto que ele estava faminto, e como se não bastasse, Jacó juntamente com Rebeca, armou o pior dos golpes para seu irmão, de forma premeditada e fraudulenta roubou a bênção que Esaú receberia de Isaque antes de sua morte Gn.27. Jacó, orientado por sua mãe, se passou por Esaú e recebeu a bênção que por direito pertencia a seu irmão. O verso 34 descreve o drama de Esaú: "Como ouvisse Esaú tais palavras de seu pai, bradou com profundo amargor, e lhe disse: Abençoa-me a mim também meu pai".


Como não poderia ser diferente, Esaú que havia sido traído pela sua própria mãe e pelo seu irmão, teve o seu coração invadido por uma mágoa tremenda, por um ódio que tomava conta do seu ser, então ele decidiu matar a seu irmão assim que o seu pai morresse V.41. Rebeca sabendo da intenção de Esaú, mandou Jacó fugir.Muitos anos se passaram, Jacó casou, teve filhos, enriqueceu, teve um profundo encontro com Deus, encontro este que mudou a sua vida. Esaú por sua vez, também casou, teve filhos, enriqueceu, mas isso não era a única coisa que eles tinham em comum. Havia uma situação mal resolvida entre os dois, situação esta que certamente por muitas vezes lhes tirou o sono.


Mas num certo dia, o caminho dos dois voltou a se cruzar. Cumpriria Esaú a promessa de matar a Jacó?


Jacó temeroso orou assim: "Livra-me das mãos do meu irmão Esaú, porque eu o temo, para que não venha ele matar-me e as mães com os filhos" Gn.32:11. Para surpresa de Jacó, Esaú correu ao seu encontro, não para matá-lo, não para feri-lo com palavras ou para se vingar; mas, para abraçá-lo e beijá-lo e para liberar perdão sobre a sua vida. Os dois choraram muito, pois um jugo de muitos anos havia sido quebrado Gn.33:4. Jacó ao olhar para Esaú descreve que viu o seu rosto como se estivesse vendo o semblante de Deus Gn.33:10.


O perdão irmãos, nos deixa mais parecidos com o Pai, mais parecidos com o Senhor. Talves você passou ou está passando por uma situação semelhante a de Esaú. Você foi ferido, machucado, traído por alguém que você amava e considerava muito. Sei que não é fácil, mas só existe um caminho para reencontrar a paz interior, é o caminho do perdão. Você pode e precisa perdoar, afinal você é filho de Deus, a semente dEle está dentro de você, o amor de Deus foi derramado em seu coração.


Querido (a), não perca a oportunidade de se parecer mais com Deus, de parecer mais com seu pai, perdoe.


Ah!, lembre-se da simbólica resposta dada por Jesus a Pedro, "Devemos perdoar setenta vezes sete" ou seja, sempre. Que Deus te dê força e graça.




No amor do Pai,
Marcos Paulo Correia.
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