segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Seja a igreja que você sonha!





“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” At. 2:42-47

“... Como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse , tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito.” Ef. 5:25b-27

Já está mais do que clara a situação atual da igreja evangélica brasileira, basta ler os inúmeros posts na internet que denunciam ou discutem os abusos da fé, as muitas matérias na imprensa que falam de escândalos envolvendo pastores ou crentes, basta ligar a TV nos programas “evangélicos” para vermos as distorções que são freqüentemente feitas à palavra de Deus a fim de tirar proveito, de extorquir, de manipular em benefício próprio. Pastores e cantores que são verdadeiros “Astros da fé” com seus cachês altíssimos para fazerem a “obra de Deus”. Templos luxuosos, aviões, cruzeiros gospel, rosa ungida, lenço com o suor do “homem do Deus” para curar, divisões, politicagens, falsas doutrinas, jovens sem nenhuma disposição de negarem a si mesmos, e muita, muita discussão que não leva a lugar algum.

Que diferença da igreja que vemos nos versículos postados a cima. Estamos em crise, desesperadamente em crise.

No livro do profeta Joel é narrado uma situação bastante parecida com a que vivemos hoje. Naquela ocasião uma praga de gafanhotos tinha assolado e destruído a terra de Judá e havia deixado aquele povo em uma situação caótica e de desespero, os elementos mais básicos para sua sobrevivência haviam sidos destruídos, a saber, o vinho, o azeite e o cereal (Joel Cap. 1 e 2). Mas, o profeta Joel deixa claro em seu sermão que toda essa catástrofe era para conduzir o povo ao arrependimento. E, apesar de ser um problema que envolvia toda uma nação, ele foca a mudança e a necessidade de arrependimento no indivíduo

“Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciões, reuni os filhinhos e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara e a noiva, do seu aposento. Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o pórtico e o altar, e orem: Poupa o teu povo, ó Senhor...” Jl 2:16 e 17ª

Hoje também temos sido assolados por uma praga, a praga do distanciamento de Deus. Basta olharmos para a nossa vida devocional. Quanto temos lido a Bíblia? Quanto temos orado? Basta observarmos a quanto tempo não fechamos a porta do nosso quarto para ficarmos a sós com Deus, segundo a recomendação do próprio Jesus. Nossos templos tem sido lugar de muitas coisas, políticas, fofocas, divisões, interesses pessoais, mas muito pouco, muito pouco mesmo, um lugar a onde se busca a Deus, a onde verdadeiramente se busca a Deus. E qual é a conseqüência? Essa situação caótica que estamos vivenciando.

Não! Essa não é a igreja que sonho. Antes, sonho com uma igreja edificada e firmada na rocha, Cristo Jesus. Sonho com uma igreja disposta a amar e a servir o próximo, com uma igreja generosa, que persevere nas doutrinas dos apóstolos (Bíblicos). Sonho com uma igreja que não se conforme com esse século, que ande em santidade, sem hipocrisia, que compreenda o tamanho da graça e que só por ela e tão somente por ela somos salvos. Sonho com uma igreja que continua esperando o noivo e dizendo sempre: “Maranata! Vem Senhor Jesus.”

Apesar de ser esse um problema coletivo, pude aprender algo, bastante importante, refletindo no livro do profeta Joel, que é tempo de olharmos para nosso próprio “umbigo”, o problema é coletivo, mas a solução passa pelas pessoas, pelos indivíduos. Já escrevi algumas vezes sobre a necessidade da transformação da igreja, já preguei algumas outras... Mas, convenhamos, isso não muda nada! Muito tem sido escrito e pregado, mas só isso não muda nada. APRENDI QUE EU PRECISO COMEÇAR A SER A IGREJA QUE SONHO! O problema não está em escrever ou pregar sobre esse tema, o problema está em continuar com as mesmas atitudes. É tempo de voltar a Deus! É tempo de buscá-lo! E o caminho de volta passa, necessariamente, pelo arrependimento pessoal.

QUAL A IGREJA DOS SEUS SONHOS? Comece você mesmo a ser ela!

Se um mudar, o todo não será mais o mesmo, se cem mudarem, as transformações já serão vistas a “olho nu”, se mil mudarem, já teremos uma revolução! Em outras épocas, isso ficou conhecido como avivamento.

Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal. Jl. 2:12-13

No amor do Pai,

Marcos Paulo Correia



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Conferência de adoração IEBI - Dias 27, 28 e 29 Jan/2012

Não negociar a adoração é o mesmo que não negociar a fé, afinal nós adoramos a quem servimos. Nessa conferência estaremos chamando a atenção para a grande necessidade da igreja moderna não se corromper diante das inúmeras propostas "tentadoras" que frequentemente nos assediam. Um convite para fazermos como fez sadraque (Ananias), mesaque (Misael) e Abednego (Azarias) que diante da proposta do Rei decidiram não adorar a imagem de escultura mesmo colocando as suas vidas em risco. Um convite para agirmos como Jesus que diante da "tentadora " proposta de Satanás para adorá-lo em troca da glória de todos os reinos da terra, declarou que só adoraria e se prostraria diante de Deus.
Somos a igreja do Senhor e não podemos mudar nosso discurso para nos adequarmos aos "tempos modernos, não podemos ceder e negociar nossa fé sob quaisquer condição. Não, não é fácil, mas Jesus nunca nos disse que seria, ele nos disse que aquele que quisesse segui-lo deveria negar a si mesmo tomar a sua própria cruz e, então, segui-lo. Não negocie sua adoração, não negocie sua fé, escolha Deus!

Marcos Paulo Correia.

domingo, 20 de novembro de 2011

Adoração não se negocia. Escolha Deus!


O rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de babilônia.
Então o rei Nabucodonosor mandou reunir os príncipes, os prefeitos, os governadores, os conselheiros, os tesoureiros, os juízes, os capitães, e todos os oficiais das províncias, para que viessem à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado.
Então se reuniram os príncipes, os prefeitos e governadores, os capitães, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, e todos os oficiais das províncias, à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado.
E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós, ó povos, nações e línguas:
Quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, prostrar-vos-eis, e adorareis a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado.
E qualquer que não se prostrar e não a adorar, será na mesma hora lançado dentro da fornalha de fogo ardente.
Portanto, no mesmo instante em que todos os povos ouviram o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério e de toda a espécie de música, prostraram-se todos os povos, nações e línguas, e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado.
Por isso, no mesmo instante chegaram perto alguns caldeus, e acusaram os judeus.
E responderam, dizendo ao rei Nabucodonosor: O rei, vive eternamente!
Tu, ó rei, fizeste um decreto, pelo qual todo homem que ouvisse o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, e da gaita de foles, e de toda a espécie de música, se prostrasse e adorasse a estátua de ouro;
E, qualquer que não se prostrasse e adorasse, seria lançado dentro da fornalha de fogo ardente.
Há uns homens judeus, os quais constituíste sobre os negócios da província de babilônia: Sadraque, Mesaque e Abednego; estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem, nem adoram a estátua de ouro que levantaste.
Então Nabucodonosor, com ira e furor, mandou trazer a Sadraque, Mesaque e Abednego. E trouxeram a estes homens perante o rei.
Falou Nabucodonosor, e lhes disse: É de propósito, ó Sadraque, Mesaque e Abednego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei?
Agora, pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz, bom é; mas, se não a adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro da fornalha de fogo ardente. E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?
Responderam Sadraque, Mesaque e Abednego, e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio.
Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei.
E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.
Então Nabucodonosor se encheu de furor, e mudou-se o aspecto do seu semblante contra Sadraque, Mesaque e Abednego; falou, e ordenou que a fornalha se aquecesse sete vezes mais do que se costumava aquecer.
E ordenou aos homens mais poderosos, que estavam no seu exército, que atassem a Sadraque, Mesaque e Abednego, para lançá-los na fornalha de fogo ardente.

Daniel 3:1-20

Quando se fala em adoração da igreja é muito comum lembrarmo-nos de música, até porque a adoração tem, de fato, uma forte ligação com a música e isso não é apenas nos dias de hoje, mas vem desde o período bíblico. Não nos falta exemplos de pessoas adorando com música na bíblia, Davi, Salomão, o rei Ezequias, entre outros. Mas, hoje, gostaria de falar (escrever) do sentido mais profundo, completo e primário da adoração, que está muito além da música.

No Antigo testamento algumas palavras eram usadas. Vejamos:

Hitawa - Significa prostrar-se ou curvar-se.
Shachah - Significa adorar.
Barak - Significa ajoelhar-se em adoração para bendizer ao Senhor.
Havã ou Hawã - Significa prostrar-se, dobrar-se ou submeter-se.
Ãbad - Significa fazer, criar, executar.
Pelah - Significa servir, adorar, reverenciar, ministrar.

O povo de Israel sabia muito bem que adorar a Deus era muito mais de que cantar uma canção para Ele...
... Era serví-lo com fidelidade irrestrita, era obedecê-lo, era cumprir a sua palavra, era serví-lo como um escravo serve ao seu Senhor.
Existe ainda outra palavra para completarmos a compreensão é a palavra Ãtar, que quer dizer fazer uma oração, uma súplica sincera a Deus, orar a Deus com a sinceridade de uma criança. este termo fala que toda essa compreensão do significado da adoração deve ser precedida do entendimento que é o amor sincero e espontâneo que devem motivar esse desejo de adorá-lo de forma fiel e inegociável.

Mesmo no Novo Testamento esse sentido de adoração continua. Vejamos:

Proskuneo - Prostrar-se, beijar a mão do seu Senhor com uma inclinação respeitosa.
Douléuo - Que trás como equivalente, servir, ser escravo, subserviente. Este verbo é usado para expressar o nosso dever de servir a Deus aparecendo em passagens como Mt. 6:24 - At. 20:19 - Rm. 12:11 e 14:18

Isto nos leva ao aspecto de adoração encontrado na Bíblia: uma associação entre adorar e servir. Tudo que somos e possuímos pertence a Deus; por conseguinte, somos servos dEle. Um exemplo deste conceito acha-se em Mateus 4:10, que relata a ocasião em que Jesus foi tentado: "Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele servirás" (ARC). Parece, então, que adorar a Deus de maneira bíblica implica em que reconhecemos ser Ele o nosso Senhor e que temos que serví-lo em nossas vidas.

Pois bem, esse texto do livro de Daniel, que fala da história desse três jovens ilustra muito bem qual a postura correta em relação à adoração: Ela tem que ser inegociável.
Aqueles jovens Sadraque (Ananias), Mesaque (Misael) e Abednego (Azarias), mesmo sob pena de morte não abriram mão da sua adoração, não abriram mão de deixar claro a quem serviam fielmente. Deixaram claro, mesmo sob ameaça, que não negociariam e que sob hipótese alguma adorariam a outros deuses. Deus os livrou da morte, mas eles estavam dispostos a morrer pelo que criam.

E hoje, qual tem sido a nossa postura como igreja em relação a nossa adoração? Em relação a nossa fidelidade a Deus? Infelizmente a igreja moderna parece que não tem se importado muito com o sentido original da adoração a Deus e tem, muito facilmente, negociado a sua fidelidade. É tempo de mudarmos, é tempo de voltarmos ao primeiro amor, é tempo de servirmos a Deus com fidelidade, sem importar o preço. Ele está conosco, sempre. Portanto não negocie sua adoração, escolha Deus.

No amor do Pai,
Marcos Paulo correia.

Não deixe de ouvir essa canção.

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