quinta-feira, 31 de março de 2011

Quando o músico corre perigo




Sinais de que o músico está correndo perigo




A vida ministerial tem alguns termômetros. É importante ficarmos de olhos bem abertos e atentos ao que está acontecendo conosco no presente, pois, é um sinal da realidade que nos espera no futuro.

Geralmente o músico não se preocupa com muita coisa a não ser com a própria música. Tendemos a imprudência, com nossa própria vida e, conseqüentemente, ministério.

Quero afirmar, porém, o amor e cuidado que o Senhor tem para com seus filhos. Não somos simplesmente músicos; somos filhos amados de Deus. A área musical na igreja é tão preciosa e importante para cooperar com a vontade de Deus! É por essa razão que tem sido alvo das armadilhas do inimigo.

Estejamos atentos. Sejamos sóbrios e vigilantes, como nos ensina a palavra (1Pe.5.8).

A partir de algumas áreas analisaremos se nosso ministério corre perigo ou não. Que o Senhor nos ajude a ter um ministério firme e frutífero.


ÁREA 1 - Comunhão com Deus


* Pouco contato com a palavra - sinal de perigo


Deus se revela a nós através de sua palavra. Além disso, a palavra é um recurso poderoso para que sejamos santificados. Não ler a bíblia é um dos piores males que podemos causar a nós mesmos.


É um grande sinal de perigo.


Para meditar (Jo.5.39; Jo.17.17; Cl.3.16)


* Vida pobre de oração - sinal de perigo


Quem não ora não pode se considerar nem íntimo e nem dependente de Deus. Se a oração sempre teve destaque na vida de Jesus o que nos resta, músicos? Para meditar (Ef.6.18; Cl.4.2; 1Ts.5.17)


*Desvalorização do jejum - sinal de perigo O jejum nos ajuda muito na guerra contra a carne. Nosso ventre não é nosso deus (Fl.3.19). Quem nunca jejua deve questionar se de fato o espírito governa o corpo (Rm.12.1) Para meditar (Mt.6.17,18; 2Co.6.4,5)


* Não ter tempo a sós com Deus - sinal de perigo O Senhor sempre e em todo lugar está conosco e nós com ele. No entanto, relacionamento verdadeiro com Deus significa separar um tempo exclusivo para Ele. Prioridade e exclusividade são características do amor verdadeiro. A bíblia nos mostra Jesus valorizando momentos a sós com o Pai. Para meditar (Mt.14.23; Mc.1.35; Lc.5.16) ÁREA 2 - Comunhão com a família


* Não investir tempo com a família (cônjuge, filhos, pais, irmãos - e isso individualmente) - sinal de perigo Quem não investe tempo com sua família está edificando seu ministério na areia.

A família necessita de tempo para fortalecer seus laços. Se os laços da família são frágeis, o músico também é frágil. Muitos músicos estão vulneráveis aos ataques do diabo por não compreender a importância do investimento de tempo na família.

Músicos casados, vocês ainda separam pelo menos um dia para sair e namorar seu cônjuge? Músicos pais, vocês conseguem separar tempo exclusivo com seus filhos? Músicos solteiros, vocês tem irmãos? Vivem em comunhão com eles? Gostam de estar juntos? Para meditar (Mt.22.37-39; Gl.6.9; Ef.5.16)


* Esconder a família - sinal de perigo Conheci um cantor que retirava sua aliança do dedo e a guardava no bolso quando ia ministrar à igreja. Em outro caso, mantive uma amizade de vários anos com um irmão sem nunca ter conhecido sua família.

Muitos ministros nem pensam na possibilidade de ter a companhia de seus cônjuges e filhos nos lugares onde vão ministrar.

Isto é um péssimo sinal. Permita conhecerem sua família. Para meditar (Rm.12.10; 13.7)


* Se sentir incomodado no lar - sinal de perigo Não é só no mundo que algumas pessoas preferem outros lugares a seu próprio lar. Infelizmente, esta é a realidade de alguns em meio à igreja. Além de um porto seguro, o lar é também um lugar de aperfeiçoamento.

Querido músico, você precisa de sua família mais do que pensa. Se você não se sente à vontade em sua própria casa, algo está errado. Conheço alguém que diz exercitar a renúncia todas as vezes que tem de sair de casa para ministrar.

Em uma de suas músicas, Marcos Witt diz que só consegue ficar longe de seu lar por causa de Jesus. Ele expressa a saudade que sente de seus filhos nesta canção considerada, ao menos por mim, uma prova da saúde de seu ministério. Para meditar (Pv.27.8; 1Pe.3.7)


* Não ver a família como o primeiro ministério - sinal de perigo É impressionante e verdadeira a seguinte frase: "a família vem antes do ministério".

A primeira responsabilidade que temos diante do Senhor é o cuidado com nossa própria família. E esse cuidado se torna prático através do amor do marido, da submissão da esposa, cuidado dos pais para com os filhos através do suprimento espiritual, emocional e físico, além da disciplina, da honra e obediência dos filhos a seus pais e do amor dos irmãos.

Família e ministério se fundem.

Para meditar (Ef.5.22-6.4; Cl.3.18-21; 1Tm.3.5)


Deus abençoe

Daniel Souza

sexta-feira, 25 de março de 2011

Amar a Deus com o entendimento?

Amar a Deus com o entendimento (cf. Mc 12.30) é um desafio constante. Como podiam os samaritanos adorar o que não conheciam (Jo 3,22)? Como podem os cristãos adorar, hoje, esse Deus cujo caráter é inatingível? Foi com o intuito de suprir esta lacuna que o apóstolo Paulo pediu a Deus que concedesse aos efésios, “o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele”, pela iluminação dos olhos do seu coração (Ef 1.17,18). Não podemos adorar sem o auxílio do cooperador divino. Se o Espírito não testemunha com o nosso espírito que somos filhos amados, perdoados, queridos, como poderemos elevar nossas preces até o seu majestoso trono? “Aba”, “paizinho” em aramaico, é maneira de tratar com Deus quando o Espírito derrama seu amor em nosso íntimo (Rm 8.14, 5.6).



Dr. Russel Shedd – Adoração Bíblica – Edições Vida Nova

terça-feira, 22 de março de 2011

A igreja precisa de músicos?


Para começar, gostaria de relatar alguns fatos interessantes sobre a música no Antigo Testamento:

1- Primeira informação sobre músico na Bíblia (Jubal). Gn.4:21.

2- Levitas: Descendentes de Levi, filhos de Jacó;

3- Motivo da escolha dos Levitas: Ex. 32:25-29.

4- Seus serviços: Cuidar do Tabernáculo. Nm. 1:50-53 e carregar a Arca da Aliança ICr. 15:2.

5- O rei Davi insere a música como parte do culto a Deus. ICr.6:31 e 32.

6- Função dos Levitas músicos: Louvar ao Senhor na Casa de Deus e Atrair a Sua glória. IICr.5:13-14.


Resumo: Os Levitas eram pessoas “especiais”, escolhidas para um fim específico. Andavam com os príncipes e sacerdotes, eram separados, viviam apenas a exercer suas funções; preparar o ambiente para que Deus visitasse o seu povo, atrair a Glória de Deus, carregar a Arca (presença) de Deus.


Tenho meditado sobre o tema há alguns dias e confesso que estou preocupado com a exagerada importância dada aos ministérios de louvor das igrejas, já que nos tempos modernos um culto sem música seria “antiquado”.

Com a necessidade de ter música nos cultos, os líderes das igrejas acabam arregimentando os músicos sem o mínimo de critério, oferecendo-lhes certas regalias, de astros às vezes, onde a própria igreja acaba achando normal o “esquadrão de elite”, crentes acima da média, escolhidos por Deus para abençoar a igreja através da música.
Seria lindo se não fosse trágico!

Temos aprendido durante anos, que nós músicos somos os Levitas de hoje, com todos os direitos e deveres, principalmente o de atrair a Glória de Deus para as nossas reuniões. Somos chamados de guerreiros, profetas e ungidos de Deus, e acabamos por nos acomodar com todos os adjetivos que nos fazem sentir especiais perante a igreja.

Não quero culpar ninguém por isso, mas trazer à tona o problema que as igrejas têm enfrentado: Músicos rebeldes, sem compromisso com Deus, com a igreja e com seus líderes, mas com um exagerado amor à música, ao ego e ao “palco”.

Por outro lado temos os músicos compromissados com Deus, com a Palavra, com seus líderes, com a igreja em que congregam; oram, lêem a Bíblia, etc. Mas, carregam um fardo muito pesado, trazer sempre a presença de Deus aos cultos “se o culto não é uma benção” a culpa é do ministério de louvor que não deve estar bem”, acho que você já deve ter ouvido isso.
Até quando os irmãos estarão dependendo da unção dos músicos da igreja para sentir a presença de Deus?

O que Jesus Cristo veio fazer ao morrer por nós, foi abrir definitivamente, a porta que nos leva a Deus, rasgando o véu que nos separava. Agora, em Cristo, somos todos sacerdotes, temos acesso direto ao Pai, ou seja, não precisamos dos outros para estar na presença de Deus, para ser ministrados por Ele.

Precisamos viver um evangelhos sem mentiras 1Jo. 1:14, de acordo com a Palavra , não porque somos músicos na “casa” de Deus, mas por que somos Seus filhos e O amamos e queremos agradá-Lo, independente do cargo ou ministério que exerçamos.

Não quero aqui me eximir das minhas responsabilidades como músico, mas alertar à igreja de que o compromisso com a Palavra, com oração e evangelismo não é só para quem sobe em púlpito, mas para todos os Seus filhos.

Observações para meditar:

1. Música não é dom espiritual
2. Você músico, não é mais especial que os outros;
3. É necessário nascer de novo. Rm. 10:9-10, Gl.2:20
4. Teu talento musical não impressiona a Deus (existem músicos que acham o contrário).
5. Aquilo que impressiona aos homens, mas não a Deus, não serve para a igreja. Gl.6:8 e Rm.8:7-8.
6. Cuidado com as apresentações nos “palcos” das igrejas.
7. A igreja precisa de músicos ungidos, mestres ungidos, pregadores ungidos, líderes ungidos, mulheres e homens ungidos, pois a unção faz a diferença. IJo.2:27-29.



Um abraço a todos e que Deus vos abençoe.

Gercino Alves – Líder do Min. Geração de Davi.

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