quinta-feira, 31 de março de 2011
Quando o músico corre perigo
sexta-feira, 25 de março de 2011
Amar a Deus com o entendimento?
Amar a Deus com o entendimento (cf. Mc 12.30) é um desafio constante. Como podiam os samaritanos adorar o que não conheciam (Jo 3,22)? Como podem os cristãos adorar, hoje, esse Deus cujo caráter é inatingível? Foi com o intuito de suprir esta lacuna que o apóstolo Paulo pediu a Deus que concedesse aos efésios, “o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele”, pela iluminação dos olhos do seu coração (Ef 1.17,18). Não podemos adorar sem o auxílio do cooperador divino. Se o Espírito não testemunha com o nosso espírito que somos filhos amados, perdoados, queridos, como poderemos elevar nossas preces até o seu majestoso trono? “Aba”, “paizinho” em aramaico, é maneira de tratar com Deus quando o Espírito derrama seu amor em nosso íntimo (Rm 8.14, 5.6).Dr. Russel Shedd – Adoração Bíblica – Edições Vida Nova
terça-feira, 22 de março de 2011
A igreja precisa de músicos?
Para começar, gostaria de relatar alguns fatos interessantes sobre a música no Antigo Testamento:
1- Primeira informação sobre músico na Bíblia (Jubal). Gn.4:21.
2- Levitas: Descendentes de Levi, filhos de Jacó;
3- Motivo da escolha dos Levitas: Ex. 32:25-29.
4- Seus serviços: Cuidar do Tabernáculo. Nm. 1:50-53 e carregar a Arca da Aliança ICr. 15:2.
5- O rei Davi insere a música como parte do culto a Deus. ICr.6:31 e 32.
6- Função dos Levitas músicos: Louvar ao Senhor na Casa de Deus e Atrair a Sua glória. IICr.5:13-14.
Resumo: Os Levitas eram pessoas “especiais”, escolhidas para um fim específico. Andavam com os príncipes e sacerdotes, eram separados, viviam apenas a exercer suas funções; preparar o ambiente para que Deus visitasse o seu povo, atrair a Glória de Deus, carregar a Arca (presença) de Deus.
Tenho meditado sobre o tema há alguns dias e confesso que estou preocupado com a exagerada importância dada aos ministérios de louvor das igrejas, já que nos tempos modernos um culto sem música seria “antiquado”.
Com a necessidade de ter música nos cultos, os líderes das igrejas acabam arregimentando os músicos sem o mínimo de critério, oferecendo-lhes certas regalias, de astros às vezes, onde a própria igreja acaba achando normal o “esquadrão de elite”, crentes acima da média, escolhidos por Deus para abençoar a igreja através da música.
Seria lindo se não fosse trágico!
Temos aprendido durante anos, que nós músicos somos os Levitas de hoje, com todos os direitos e deveres, principalmente o de atrair a Glória de Deus para as nossas reuniões. Somos chamados de guerreiros, profetas e ungidos de Deus, e acabamos por nos acomodar com todos os adjetivos que nos fazem sentir especiais perante a igreja.
Não quero culpar ninguém por isso, mas trazer à tona o problema que as igrejas têm enfrentado: Músicos rebeldes, sem compromisso com Deus, com a igreja e com seus líderes, mas com um exagerado amor à música, ao ego e ao “palco”.
Por outro lado temos os músicos compromissados com Deus, com a Palavra, com seus líderes, com a igreja em que congregam; oram, lêem a Bíblia, etc. Mas, carregam um fardo muito pesado, trazer sempre a presença de Deus aos cultos “se o culto não é uma benção” a culpa é do ministério de louvor que não deve estar bem”, acho que você já deve ter ouvido isso.
Até quando os irmãos estarão dependendo da unção dos músicos da igreja para sentir a presença de Deus?
O que Jesus Cristo veio fazer ao morrer por nós, foi abrir definitivamente, a porta que nos leva a Deus, rasgando o véu que nos separava. Agora, em Cristo, somos todos sacerdotes, temos acesso direto ao Pai, ou seja, não precisamos dos outros para estar na presença de Deus, para ser ministrados por Ele.
Precisamos viver um evangelhos sem mentiras 1Jo. 1:14, de acordo com a Palavra , não porque somos músicos na “casa” de Deus, mas por que somos Seus filhos e O amamos e queremos agradá-Lo, independente do cargo ou ministério que exerçamos.
Não quero aqui me eximir das minhas responsabilidades como músico, mas alertar à igreja de que o compromisso com a Palavra, com oração e evangelismo não é só para quem sobe em púlpito, mas para todos os Seus filhos.
Observações para meditar:
1. Música não é dom espiritual
2. Você músico, não é mais especial que os outros;
3. É necessário nascer de novo. Rm. 10:9-10, Gl.2:20
4. Teu talento musical não impressiona a Deus (existem músicos que acham o contrário).
5. Aquilo que impressiona aos homens, mas não a Deus, não serve para a igreja. Gl.6:8 e Rm.8:7-8.
6. Cuidado com as apresentações nos “palcos” das igrejas.
7. A igreja precisa de músicos ungidos, mestres ungidos, pregadores ungidos, líderes ungidos, mulheres e homens ungidos, pois a unção faz a diferença. IJo.2:27-29.
Um abraço a todos e que Deus vos abençoe.
Gercino Alves – Líder do Min. Geração de Davi.